Value-Based Healthcare para Contratantes de Planos de Saúde Empresariais - Glossário e Referências | Arquitetos da Saúde

Value-Based Healthcare para Contratantes de Planos de Saúde Empresariais – Glossário e Referências

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Glossário

Qualidade do cuidado:
É definida como o grau com que os serviços de saúde voltados para indivíduos e populações aumentam a probabilidade de resultados desejados e são consistentes com o conhecimento profissional corrente. 

Indicadores de Desempenho da Qualidade do Cuidado Prestado:
São utilizados como instrumentos de monitoramento para observar os processos, serviços ou profissionais que podem estar apresentando problemas e que necessitam de uma avaliação mais direta.

 PROMS (“Patient Reported Outcomes Measurements”):
São os resultados do tratamento com os quais os pacientes mais se preocupam, ou seja, são os desfechos relatados pelos próprios pacientes. São resultados do mundo real, como por exemplo, escala funcional, nível de dor, qualidade de vida, fadiga, escala de mobilidade. Alguns exemplos de perguntas sobre resultados são: (i) quanto tempo após o tratamento um paciente com dor lombar pode esperar voltar ao trabalho? (ii) qual a probabilidade de um homem apresentar incontinência ou disfunção sexual após o tratamento do câncer de próstata?

Linha de Cuidado:
Caracteriza-se por padronizações técnicas que explicitam informações relativas à organização da oferta de ações de saúde no sistema, nas quais:

  • Descrevem rotinas do itinerário do paciente, contemplando informações relativas às ações e atividades de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, a serem desenvolvidas por equipe multidisciplinar em cada serviço de saúde;
  • Viabilizam a comunicação entre as equipes, serviços e usuários de uma Rede de Atenção à Saúde, com foco na padronização de ações, organizando um continuum assistencial;

Objetivos das Linhas de Cuidado:

  • Orientar o serviço de saúde de forma a centrar o cuidado no paciente e em suas necessidades;
  • Demonstrar fluxos assistenciais com planejamentos terapêuticos seguros nos diferentes níveis de atenção;
  • Estabelecer o “percurso assistencial” ideal dos indivíduos nos diferentes níveis de atenção de acordo com suas necessidades.

Bundled Payments:
O prestador ou grupo de prestadores são remunerados por todo um “continuum” do cuidado, ao invés de simplesmente ocorrer um agrupamento de procedimentos que não se relacionam entre si, remunerados em um pacote. Por exemplo, nos Bundles Payments uma cirurgia pode ser remunerada pelos procedimentos realizados antes, durante e após 30 dias de alta e os vários profissionais envolvidos nestas etapas. Ademais, os Bundles preconizam a avaliação da qualidade dos serviços prestados e a utilização de protocolos e diretrizes clínicas baseadas em evidências científicas para o arranjo dos pacotes

Diagnosis Related Groupings (DRG):
Constituem-se em um sistema de classificação de pacientes construído na perspectiva de instrumentalizar a gestão hospitalar, viabilizando a mensuração e avaliação do desempenho dos hospitais. Este sistema de classificação tem por objetivo subsidiar não só a gestão econômica (custo das internações), mas também a gestão clínica (perfil clínico dos casos tratados), constituindo grupos que se pretendem homogêneos do ponto de vista do custo. A partir dessa classificação, o prestador de serviços de saúde é remunerado por episódio de tratamento e no caso do hospital, por internação, com valores diferenciados segundo o diagnóstico do paciente.

Shared Savings / Shared Risk:
Modelo de pagamento no qual os prestadores de serviços continuam a ser pagos de acordo com o sistema Fee For Service, mas recebem um bônus ou penalidade se o total de gastos da fonte pagadora são menores ou maiores que o valor que o pagador calcula e que teria gasto na ausência do programa. O bônus ou penalidade é proporcional à diferença entre o gasto projetado e o gasto real. Existem, ainda, outras formas possíveis de compartilhamento de risco, o Downside Sharing (em que o compartilhamento ocorre nos casos de complicações que elevem demasiadamente o custo do cuidado) e o Upside Sharing (quando são compartilhadas as economias geradas pela ocorrência de complicações abaixo do esperado).

Referências

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3. Goncalves, FANI. Infarto Agudo do Miocárdio em Idosos: Morbimortalidade e Indicadores de Desempenho dos Serviços Hospitalares no Brasil. Dissertação apresentada ao Curso de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre. Área de Concentração: Política, Planejamento e Administração em Saúde do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2005.

4. Ferrai PV, Goncalves FANI, De Maria PF, Herrerias BT, Gracitelli CPB, Hirai FE. How an Integrated Delivery System in Brazil Moved Toward Value-Based Health Care in Ophthalmology. NEJM Catalyst. February 2022 (https://catalyst.nejm.org/doi/full/10.1056/CAT.21.0379).

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9. Porter, M.E. (2010) What is Value in Health Care, New England Journal of Medicine.

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11. Porter, M. & Teisberg, E. (2006) Redefining Health Care: Creating Value-Based Competition on Results, Harvard Business Review Press.

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16. Porter, M.E. & Lee, T.H. Integrated Practice Units: A Playbook for Health Care Leaders. NEJM Catalyst Innovations in Care Delivery 2021; 01. DOI:https://doi.org/10.1056/CAT.20.0237.

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19. Ministério da Saude. Linhas de Cuidado Secretaria de Atenção Primária (https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/).